AVANÇOS CLÍNICOS E REABILITAÇÃO FUNCIONAL NO TRATAMENTO COM PRÓTESE MAXILOFACIAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n6-050Palavras-chave:
Prótese Maxilofacial, Reconstrução Facial, Tecnologia Digital, Reabilitação Funcional, Implantes Dentários, Impressão 3DResumo
A prótese maxilofacial constitui uma importante área da odontologia reabilitadora, responsável pela reconstrução estética e funcional de estruturas intraorais e extraorais comprometidas por deformidades congênitas, traumas faciais ou ressecções cirúrgicas decorrentes de neoplasias. O presente estudo teve como objetivo analisar os avanços clínicos e tecnológicos relacionados à reabilitação funcional no tratamento com prótese maxilofacial, destacando o impacto das tecnologias digitais contemporâneas nos resultados terapêuticos. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa realizada na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Maxillofacial Prosthesis” e “Prosthodontics”, associados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, disponíveis na íntegra nos idiomas português e inglês, que abordassem diretamente o tema proposto. Os resultados evidenciaram que a introdução de tecnologias digitais avançadas, como escaneamento tridimensional, softwares de planejamento virtual, sistemas CAD/CAM e impressão 3D, promoveu maior previsibilidade clínica, precisão protética e redução do tempo cirúrgico e reabilitador. Estudos analisados demonstraram elevadas taxas de sucesso na utilização de implantes dentários em reabilitações maxilofaciais complexas, alcançando sobrevida cumulativa de 97,1% após carregamento funcional. Além disso, fluxos de trabalho digitais integrados, como a técnica BARI 2.0, permitiram a transferência precisa das relações intermaxilares para próteses híbridas definitivas impressas em 3D. Também foram observados avanços na reprodução cromática da pele em próteses extraorais, favorecendo melhores resultados estéticos e psicossociais. Apesar dos benefícios clínicos obtidos, persistem limitações relacionadas ao alto custo das tecnologias, à necessidade de capacitação profissional e às dificuldades de implementação desses recursos em larga escala. Conclui-se que os avanços digitais e biomecânicos têm transformado significativamente a prótese maxilofacial, proporcionando maior eficiência terapêutica, previsibilidade clínica e melhora da qualidade de vida dos pacientes reabilitados.
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